Bom, na terça-feira, eu estava no metrô e peguei um daqueles exemplares do jornalzinho Metrô, que por sinal é muito legal...
Dando uma olhada nele, eu vi uma coluna entitulada "À Paulista", onde o sub-titulo era "A depressão dominical"...
Claro que eu comecei a ler, só pra saber se era uma daquelas colunas críticas que retratam muito bem o cotidiano... E era...
O texto é muito bom e definitivamente muita gente pensa assim, afinal, quem não morre de depressão aos domingos???
Pessoas como eu e a Rosana, compartilhamos da idéia de que a depressão dominical e o tédio, se estende por toda a semana, e as vezes cuuuuuuusta a ir embora, geralmente só passa depois de um porre ou um bom remember com os bons amigos...
Ultimamente a depressão e o tédio são meus companheiros constantes, me fazendo voltar as tentativas frustradas de suicídios, aos planos imaginários de extermínio em massa e ao constante mal humor que só passa depois de longas seções de sexo selvagem com meu namorado, que diga-se de passagem, anda mais estressado e cansado que eu, loooooooooogo, sexo está extinto durante a semana e com muito custo e algumas doses de vodka no fim de semana, a gente volta a se lembrar de como é "namorar" outra vez...
Ranhetisses a parte, vou escrever o texto na íntegra, publicado no jornal Metro do dia 25 de março:
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________
A depressão dominical
(por Jô Hallack)
jo.hallack@metrojornal.com.br
Estou com depressão de domingo. Ele disse isso e eu não tive como rebater. Não há Paulo Coelho, budismo, igreja evangélica da salvação do sétimo dia ou despacho na encruzilhada que faça esse sentimento desaparecer. A melancolia dominical, aquela anti-sala do inferno da segunda-feira. Vontade de chorar quando a Patrícia Poeta aparece na televisão. Então a realidade se mostra bem clara:: como qualquer ser humano, você é simplório, assiste revistas dominicais na TV saboreando um sanduíche de pão com mortadela e queijo.
O próximo passo é entrar em depressão, principalmente porque você está vendo televisão comendo o seu sanduíche de pessoa-comum. Se o seu final de semana foi fraco, você se culpa porque não se divertiu suficientemente. Se você caiu na esbórnia, você sofre porque a semana não será tão divertida e a festa acabou. Não existe saída para a depressão de domingo. Você está de férias? Não importa. O seu cérebro se lembra que é domingo, a melancolia vem e te atropela. Se você é carioca e mora em São Paulo, o ideal é sair correndo no primeiro raio de luz! Não espere o dia começar a acabar, o lusco-fusco, o tédio. Confesso que sempre que estou por aí, dou um jeito de desaparecer antes do meio-dia, mesmo que embarque com o make borrado da balada anterior. Prefiro a Via Dutra, o limbo da sala de embarque de Congonhas, a parada de ônibus onde se compra bichos de pelúcia bizarros com frases horrorosas como "Estive em Rezende e me lembrei de você". Para os não-paulistas, ficar em São Paulo no domingo é uma tortura que nem um passeio fofo pela feirinha do Bexiga pode aplacar. Porque no domingo os paulistas vão até a Moóca comer macarrão na casa da mãe. Ou qualquer outro programa imaginário que a gente imagine, envolvendo comida e família.
E quem não tem, fica na lama emocional. Na carência dos despatriados. Em São Paulo, não há o horizonte do mar para olhar e lamentar.
Quem é desgarrado acaba na beira do Tietê sofrendo com a existência. Por isso quando ele disse que estava com depressão de domingo, eu apenas o abracei...
_______________________________________________________________________________________________________________________________________________
E pra quem gostou, aqui segue o blog da Jô Hallack, da Nina Lemos e da Raq Affonso...
http://02neuronio.blog.uol.com.br/
Meninas, esse blog é muito bão...
Bom, acho que é só por hoje...
^^
PS: Daria tudo pra sair hoje e beber "socialmente"...
quinta-feira, 27 de março de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário